ela
Ela canta que ela sorri apenas para as outras pessoas acharem que ela está bem e que ela supõe que todo mundo é secretamente tão insincero quanto ela.
Essa melancolia é diferente dos problemas de adolescente que ela tinha – é mais reflexiva, adulta, debilitante. Ela diz que está lutando contra a depressão nestes últimos anos, pontuados por tempos em que ela ficava o dia inteiro na cama assistindo episódios antigos de “The Office”. Ela diz que isso se tornou tão ruim, em certos momentos, que ela se fixou na morte um pouco demais para o seu próprio conforto e acabou achando um terapeuta: “Pela primeira vez na minha vida, não tinha luz no final do túnel. Eu pensava ‘só queria que tudo parasse’. Não era no sentido de ‘vou tirar a minha vida’. Era só falta de esperança. Tipo, ‘qual é o sentido?’, não acho que eu entendia quão perigoso pode ser essa falta de esperança. Tudo dói.”
Ela e eu estacionamos em um bar de sucos e, tomando smoothies, eu digo a ela quão impressionado estou com a sociabilidade fácil dela, considerando que ela está processando algumas coisas difíceis, até mesmo a morte Ela ri um pouco nervosa e, pela primeira vez no nosso dia, o brilho dela se apaga um pouquinho também. Parece óbvio para ela ser amigável, ela me diz, e estranho eu apontar a sua educação. Se o céu caísse, ela diz, gentileza é pelo que ela gostaria de ser lembrada: “Cara, eu só fui ensinada a ser legal. Um dia eu vou partir e tenho que aceitar que o amanhã não é prometido. Estou bem com a forma como estou vivendo hoje? É a única coisa que posso fazer. Se eu não tivesse um outro, o que eu teria feito com todos os meus ‘hojes’? Estou fazendo um bom trabalho?” Ela olha diretamente para mim. “Como você quer viver?”