From fear to death

Das coisas que eu sempre tive medo, daquelas que apenas preenchiam meus mais profundos anseios, dessas eu que eu nunca pensei passar, meu próprio abismo do medo, estampado na minha pele, exposto bem na minha face, mas muito bem escondido do mundo. Porque se eles soubessem do que eu sou capaz, se soubessem porque de tanto sofrimento não seriam capazes de entender. Mas dizem que são apenas medos comuns.


Do amor do meu próprio conforto, não passar de nada além daquilo que vemos na TV. Do medo de não ter nada além do vazio na minha mente, puro pavor de ser manipulada pelo simples fato de não me encaixar, de não saber o valor das coisas apenas por saber que elas passaram por fim o que sobrará delas serão apenas lembranças. De uma vida de paixões mundanas e sem sentido, de viver como pessoas estranhas, não saber perdoar quando necessário e não saber abrir mão por puro egoísmo, vagamente chamado de amor. Da necessidade de ser compreendida, da necessidade de ser aceita, do medo de ficar solitária. Do receio de servir aos outros, pura abnegação da própria carne, dos próprios desejos, servir algo no qual eu jamais acreditarei. Do receio de humildade, esquecer me do próprio valor, deixar passar e me tornar o que não sou, puramente por abrir mão da glória.  Do medo da morte ou do julgamento. Livra-me ó Deus dos meus medo insignificantes e sem sentido.

O objetivo não é perder o medo. Isso seria impossível. Aprender a controlar seu medo e libertar-se dele é o verdadeiro objetivo.
O que eu faço para lidar com toda essa banalidade? Não tenho ideia, mas procuro manter em mente o que fui ensinada desde pequena, procuro não me esquecer daquilo que eu acredito.

Acredito nos atos simples de bravura, na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa da outra.

Postagens mais visitadas