Escavações Torácicas (nenhuma novidade)

A gente acha que, por já ter jogado uma ou duas vezes, pega experiência. PFF. As baixas que a nossa guerra fria estampa nos jornais são justamente os sentimentos bons, os sorrisos verdadeiros e as memórias que valiam a pena serem guardadas. Hoje mortos um a um, restam apenas os feridos: eu e você. Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas.

Eu poderia dizer que fui acometida por uma abstinência de sensações às quais já estava acostumada. É o que você sempre diz, mas eu ainda não me acostumei a você. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha autoestima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar.

Cansei de lutar contra mim mesma, pois já me cobrem o corpo feridas em diferentes fases de cicatrização. Aqui estou, pronta para me aplicar com mais algumas doses cavalares de você, se assim me permitir. E eu já não mais vivo sem essa morfina que eu batizei com o teu nome, há alguns meses atrás.
O que eu aprendi com o amor? Palavrões novos.

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