Sinceramente, eu.
Então eu decidi voltar a ser quem eu deveria ser. Eu sei, quanto drama. Quanto sentimentalismo. Daria um livro ou uma musica. Escuta cadê minha vida fácil de filme? Cadê meu príncipe encantando? Cadê o sapo pra eu beijar? Cadê os amigos descolados? Cadê as festas? Cadê os bailes de inverno? Alias onde é que foi parar o meu sapato de cristal nº 39? pfff not so easy
Deixa assim. Vamos ver no que vai dar, eu quero ser feliz!
Muro erguido. Pedras na mãos. Minha defesa estava ali pronta, sempre. Nunca houve a necessidade de fazer algum esforço para ter o que eu queria. Lá vem ele. Cadê o ar? Alô pulmão, vamos trabalhar!? Parece tão bom, mas você sabe que machuca. Eu nunca estive pronta, ele poderia ser o remédio. Me segurou forte. No
meio do caminho eu quase entrei em pânico, ele riu. Esquece aquela
historia de meu sol, de certeza, de amor, de respirar e ficar calma,
como alguém pode te tirar do sério, sem nem ao menos falar algo, e
quando fala toma seu fôlego, te derruba no chão e se deixar ainda ri da
sua cara. Acho que estou perto demais.
Não é justo.