Dá pra recomeçar, pela milesima vez?

Vou embrulhar meus desejos e deixá-los para fora desta casa, na estrada. Onde ninguém encontre, ainda que olhem não os verão. Perdidos a espera da morte, eles vao lentamente evaporar. Um crânio em forma de gaiola, como uma prisão. E ela perdeu a fé de ver de novo. Enterrada profundamente, há um ser humano. Talvez ele pudesse me ensinar sobre isso tudo. Mas eu acho que eu estou morrendo aqui. Minha mente está perdida com pesadelos, acordo chutando e gritando. Acho que estou pronta para a cura agora. Levem-me para fora deste lugar que eu estou.
Dois pés de pé sobre um precipicio. Duas mãos ansiando pelo calor de outras. Fumaça fria que escoa para fora das gargantas mais frias. Palavras cortantes como um lobo uivando. Ódio é cuspido das nossas bocas. Ainda com os pés tocando. Ainda com os olhos se encontrando. Ainda com encontro de mãos Ainda com o coração batendo.
 
Você ainda poderia ser o que você queria. O que você disse que era, quando te conheci. Quando você me conheceu. Quando te conheci. Eu costumava ser mais rápida, mais esperta e me conhecer melhor. Agora eu sou uma contradição ambulante. Então me diga, o que há de errado nesse cenário? Vamos recomeçar.